Já ouviu falar em geração mimeógrafo? E em mimeógrafo ? (rs)
Geração mineógrafo foi como ficou conhecido um grupo de poetas que escreveu na época da ditadura militar em meio as censuras e debaixo de chumbo. A principal caracteristica desses poetas é que publicavam suas poesias em edições independentes (panfletos, alamanaques, boletins, fanzines, coisa do tipo) e vendiam em portas de bares e universidades.
Esses poetas foram chamados "marginais" porque eram comparados a produção dos movimentos anteriores a eles, da década de 30 e 40 (do modernismo, concretismo, e ismos afins), movimentos devidamente reconhecidos e respeitados. Tudo bem lado A.
Essa história de "marginal" é sempre bem questionável, mas, sem entrar nesse mérito, a geração mimeógrafo (marginal ou mainstream), foi o ultimo grupo de poetas no Brasil que mereceu um rótulo e uma classificação. Depois parece que não teve nada de novo, só uns ecos de modernismo, arcadismo, parnasianismo...
A linguagem desses poetas era bem coloquial e não respeitavam muito a 'tradição' literária. Eles não costumavam distingir a produção literária do seu comportamento fazendo de uma coisa a outra. A poesia era uma extensão do que acontecia na vida desses poetas e por isso era espontânia e livre das conjecturas racionais de elaborações complexas.
Alguns poetas da geração marginal: Glauco Mattoso, Cacaso, Paulo Leminski, Nicolas Behr, Ana Cristina César, Alice Ruiz, Roberto Piva ...
Para saber mais desse assunto tem um texto ótimo na Revista Etcetera escrito por André Monteiro.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
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